4 Erros que precisam ser evitados na hora de fazer o orçamento da obra

Na construção civil não é raro se deparar com obras paradas por falta de verba decorrente de um orçamento “mal feito” ou até mesmo a ausência dele.

É por isso que, como já falamos no texto sobre como fazer um orçamento da obra bem feito, todo e qualquer orçamento deve conter todos os gastos gerados ao longo do processo (e não apenas no início da obra), como custo dos materiais, mão de obra, maquinário e todos os impostos incidentes.

Além disso, é importante obter um controle de gastos e monitoramento da evolução dos serviços, buscando sempre manter os custos dentro do que foi orçado antes do início das obras.

Mas como garantir que o orçamento da obra seja o mais assertivo possível? Um bom começo é evitando os seguintes erros:

1. Não contar com uma visita técnica

Um dos primeiros pontos que não pode ser deixado de lado é a visita técnica na obra, na qual será possível verificar pontos primordiais e com custo significativo no orçamento.

Podemos citar como os principais pontos que devem ser levados em consideração durante uma visita técnica:

a. Analisar as condições de acesso

Aqui observamos como será o acesso de maquinas, equipamentos e até mesmo dos funcionários ao local da obra.

Existem locais onde o acesso é tecnicamente difícil ou até mesmo possui um horário pré-estabelecido para a entrega de materiais ou maquinas de grande porte.

Os casos mais comuns são terrenos muito acidentados, pontos de alagamento e rede elétrica muito próxima ao solo, impedindo a passagem de caminhões, tratores e veículos mais altos.

b. Se o terreno exige terraplanagem

Muitas vezes é necessário a retirada de material do local através de escavação ou mesmo uma complementação de solo para que o terreno esteja preparado para o início das atividades, sendo pré-requisito para uma obra segura e de qualidade.

Serviços de terraplanagem possuem um custo significativo e, por isso, avaliar essa necessidade no momento do orçamento da obra é uma excelente maneira de evitar surpresas durante a execução do projeto.

c. O que o local da obra oferece para a execução

Durante a visita técnica também é levado em consideração a presença (ou não) de itens essenciais para a execução da obra, sendo os principais o acesso a água (potável ou não) e energia.

Caso esses serviços básicos não estejam presentes (o que é comum em obras de loteamento), o orçamento da obra também deve considerar os custos gerados para a implantação dos mesmos; que diga-se de passagem, não são nada baratos.

2. A utilização equivocada de tabelas referenciais

Tabelas referenciais geralmente são utilizadas em casos onde o acesso às cotações com os fornecedores é mais complicado ou impreciso.

Elas estão disponíveis para complementar a elaboração do orçamento da obra, mas a falta de análise detalhada de todos os itens que as compõem pode ser um erro “caro” para os responsáveis envolvidos.

Isso porque nas tabelas existentes no mercado são apresentadas as composições de custos unitários específicos e não necessariamente todos os componentes que serão necessários durante a execução do projeto.

Além disso, essas tabelas ignoram o fato de que a maioria dos fornecedores estão abertos à negociação de preços mais reduzidos conforme a demanda, tempo de entrega e tipo de contrato de fornecimento.

3. A equipe não conhece as técnicas de execução

A falta de conhecimento técnico pode gerar um custo indesejado no projeto. Os “gargalos” mais comuns em obras são desperdícios de materiais (insumos) e erros na execução.

Este último, inclusive, pode levar a um atraso no prazo de entrega da obra e consequentemente maior custo de execução da obra – como dizem por aí, “tempo é dinheiro”.

4. O esquecimento das despesas indiretas

Despesas indiretas estão relacionadas à administração da construtora ou incorporadora que está executando o projeto.

Elas englobam custos em departamentos como direção geral da empresa, financeiro, administração, contabilidade, engenharia, arquitetura, departamento pessoal, segurança e muitos outros.

Indica-se o uso do índice BDI, que consiste em uma tabela orçamentária que auxilia o profissional da construção civil a atribuir um preço correto de venda do empreendimento, levando em conta as despesas indiretas.

Cada obra necessita de um BDI específico, pois os valores de cálculos são específicos para cada empreendimento.

O BDI está disponível para auxiliar o profissional a garantir um custo correto e cobrir despesas como: custos financeiros, administração, impostos, seguros, tributos e as margens de incerteza. Ou seja, o BDI é um rateio do lucro com a soma dos custos indiretos aplicados aos custos diretos.

Considerações finais

Na hora de fazer um orçamento da obra de qualidade ou até mesmo contratar uma equipe especializada para isso, o ideal é sempre estar atento aos detalhes do projeto, promovendo visitas em campo para estudo correto do projeto.

Para saber mais, leia os outros artigos da Construtora Fetz ou entre em contato para conversar com um especialista em orçamentos. 

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