Gestão de risco e mentalidade de risco na construção civil

Considerado um dos pilares da construção civil no mundo atual, a gestão de risco se tornou um beneficiador direto da qualidade dos produtos, na redução de custos e na prevenção de acidentes. 

Embora os termos sejam semelhantes e sua execução aconteça de forma similar, a gestão e a mentalidade de risco possuem papéis distintos dentro de uma organização. Trouxemos nesta matéria algumas curiosidades sobre o tema para você ficar por dentro dessa prática na construção civil. Acompanhe:

As diferenças entre gestão e mentalidade de risco

A linha que distingue os termos é bastante tênue, embora a sua prática ofereça características similares. A gestão de risco é um processo, resultado de diversas análises do processo em questão, independentemente de qual seja. 

A escolha de matéria prima, seu transporte e utilização, por exemplo, são práticas analisadas no desenvolvimento da estratégia de gestão de risco, buscando sempre a maior aproximação do resultado esperado, afastando todas as ações e processos de incertezas que possam comprometer tal resultado. 

É executada por meio de ações de prevenção concretas, pré-estabelecidas, direcionamentos, treinamentos, requisição de equipamentos de segurança e análises de resultado que apontem para evidências que possam nortear futuras decisões, gerando impacto direto no resultado real em comparação com o esperado. 

Quando o assunto é a mentalidade de risco, o papo se torna um pouco mais amplo e subjetivo. Sua concepção se dá, em grande parte, por meio do comportamento profissional, tomadas de decisão, pensamento crítico e prevenção de acidentes. 

Todo o processo é relacionado à cultura da própria empresa, por meio da qual os funcionários passam a se comportar profissionalmente e a tomar decisões importantes do dia a dia. O impacto é diretamente relacionado aos resultados alcançados, visto que os profissionais responsáveis pelos processos buscam sempre um mesmo nível alto de qualidade, gerando uniformidade de pensamento e uma maior qualidade no produto final.

Implementando a gestão e mentalidade de risco

É de se deduzir que para um bom funcionamento de uma gestão de risco, é necessário que haja uma mentalidade de risco disseminada por todo o corpo de trabalhadores da empresa. 

Embora o processo de gestão ainda possa obter resultados extremamente positivos sendo implementado singularmente, a prática da mentalidade de risco aumenta a qualidade da execução dos próprios processos da gestão e torna os funcionários mais aptos e independentes para tomadas de decisão de forma mais crítica e preventiva. 

A gestão é implementada por meio de diversas análises sobre os processos que envolvem o produto final, seja ele qual for. No caso da construção civil, por exemplo, todos os procedimentos realizados no dia a dia de trabalho são considerados, desde o transporte de materiais à utilização de equipamentos de EPI, visando obter sempre o melhor resultado. 

A prática da mentalidade de risco se dá por meio de treinamentos e pela comunicação interna. A liderança dos setores também é responsável por instruir e cobrar que os processos envolvidos no seu setor, sejam realizados de forma segura. Assim os responsáveis por segurança do trabalho, por exemplo, não seriam mais os únicos a cobrar o cumprimento da prática da segurança no trabalho. 

Tal mentalidade é passada a todos os funcionários e acaba se tornando padrão de qualidade, otimizando o resultado final, diminuindo o tempo perdido com retrabalhos, correções desnecessárias e possíveis acidentes de trabalho. 

É de extrema importância, em especial no segmento de construção civil, que os profissionais tenham total liberdade para apontar situações, realizar críticas e sugerir melhorias aos seus superiores, visando manter o canal de comunicação sempre aberto e de fácil acesso a todos.

A gestão e mentalidade de risco são práticas que buscam tornar o dia a dia de trabalho mais eficiente, seguro e previsível. Com estratégias bem planejadas e engajamento entre os funcionários, ambas práticas facilitam a execução das tarefas, provém mais estabilidade durante os processos e levam a um resultado com mais qualidade. 

As certificações ISO, por exemplo, estabelecem padrões básicos de gestão para que as empresas possam elevar seus níveis de trabalho e entregar resultados mais próximos dos esperados. Ainda sim, é aconselhável que sempre se busque ampliar a aplicação de tais práticas, visando sempre aprimorar a qualidade do trabalho, evitar perdas de tempo e assegurar a integridade física e mental de todos os colaboradores. 

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