A expectativa de crescimento da construção civil para 2020

O mercado da construção civil no Brasil passou por um longo período de contração e, sendo um dos grandes responsáveis pela movimentação financeira no país, influenciou diretamente na estagnação econômica dos brasileiros. 

Com um crescimento sutil no ano de 2018 e um perceptível avanço em 2019; 2020 tende a ser o começo de um novo ciclo de investimentos e crescimento de mercado no nosso país. 

Separamos algumas curiosidades sobre os últimos anos do mercado da construção civil e as expectativas para 2020 em diante. Acompanhe:

Como foram os últimos anos da construção civil?

Desde 2014 o Brasil enfrenta uma forte queda no mercado da construção civil, assim como em diversos outros setores. Segundo o SNIC – Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, as vendas de cimento para construção tiveram uma redução constante até o fim de 2018. 

Em 2017 o PIB da construção civil chegou a ter uma retração de 9,2%, e no acumulado desde 2014 o PIB despencou 30%. O ano de 2019 operou sob leve alta, chegando a ter um pico de crescimento em maio e encerrando o ano com mais de 3% de crescimento em comparação com marcador de maio do ano anterior. 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo informou que o PIB da construção civil no país apontou um crescimento acima do esperado, graças à retomada dos investimentos em empreendimentos imobiliários e ao aquecimento do mercado.

O que esperar para 2020?

Com um cenário de juros mais baixos e inflação controlada, há uma expectativa de expansão no mercado da construção civil para o ano de 2020. Segundo o Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, espera-se um crescimento de 3% para este ano, representando um potencial para a criação de mais de 150 mil postos de trabalhos formais até o fim do ano. 

Com o aumento da confiança dos consumidores, empresários e investidores, não somente o mercado imobiliário mas a economia como um todo apresentou um crescimento significativo que pode influenciar diretamente nas construções civis, desde as reformas residenciais às novas construções dos mais variados segmentos. 

Segundo o Índice de Atividade da Construção Imobiliária (IACI-L), no Rio de Janeiro houve um crescimento de 30,6% de lançamentos imobiliários, enquanto em São Paulo o número foi de 22,8%. 

Há, em todo o país, uma grande expectativa de melhoria nos mais diversos setores da economia, fator que pode possibilitar o deslanche no mercado da construção civil 

novamente e atrair cada vez mais investimento e movimentação financeira. 

Qual a participação do setor da construção civil?

Com uma grande participação na economia do país, o setor da construção civil serve com um instrumento para impulsionar e girar a economia. Projetos de governo como o Minha Casa Minha Vida, por exemplo, teve seu auge em 2004, com um número bastante elevado de vendas que impulsionaram a economia. 

Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), em 2019 tivemos novamente um crescimento similar, chegando a mais de 6 mil unidades habitacionais vendidas em somente 1 mês. De janeiro a outubro de 2019, mais de 33 mil unidades foram vendidas, enquanto no mesmo período de 2018 pouco mais de 20 mil unidades foram comercializadas. 

O número se torna ainda mais precário quando voltamos a 2017 e outros anos anteriores. O crescimento na venda dos imóveis populares é considerado um indicador de que a economia pode estar andando no caminho certo, e que podemos estar vivendo uma retomada financeira depois de um bom tempo de contração econômica.

Com uma leve alta nas transações imobiliárias e com a melhoria na confiança do país para investimentos em construção civil, as expectativas de crescimento do mercado e, consequentemente da economia como um todo, são atrativas. 

Embora o número de desempregados ainda seja alto, por volta dos 12 milhões de pessoas, o mercado apresentou um crescimento significativo no comércio, o que vem impulsionando os investimentos e gerando um sentimento de recuperação para o governo.O momento apresenta um cenário bastante benéfico para os investidores e compradores, com juros mais baixos e melhores condições de financiamento. 

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